Mais humanidade, menos capitalismo

"Sou herói de nada não. Essa é a função que escolhi pelo seu caráter humano. O problema é que na falta de humanidade muita gente aposta e joga todas as suas fichas em Messias e constroem, quando não forjam, esses tais heróis. Esse crime resume e muito bem essa transferência. Nada disso deveria ter acontecido, eu não deveria estar aqui e nem você." - Fala de um bombeiro para o professor, documentarista e cinegrafista Richardson Pontone sobre a tragédia-crime de Brumadinho-MG, em 25/01/2019

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Consultor do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) é astrólogo, mora nos Estados Unidos e motiva violência simbólica contra trabalhadores da notícia

Olavo de Carvalho incita "militância bolsonarista organizada" a processar jornalistas

Guru do governo Jair Bolsonaro (2019-2022), o astrólogo Olavo de Carvalho foi às redes socais neste domingo (15/09) incitar a criação de uma “militância bolsonarista organizada” para entrar com uma onda de processos contra jornalistas que, segundo ele, são os grandes inimigos do Brasil. “A classe jornalística é o grande inimigo do Brasil, porque ela está identificada com o Foro de SP, trabalha para o Foro de SP”, disse Olavo no vídeo, ressaltando que “o problema do Brasil não é a corrupção. É o foro de São Paulo. É o poder esquerdista”.

“[Bolsonaro] Xinga os caras [jornalistas], mas não faz nada contra eles, porque ele não tem respaldo, não tem uma militância organizada trabalhando para ele. Se tivesse, por exemplo, nós já teríamos uma equipe de 100 advogados fiscalizando o que esses jornalistas fazem e processando um por um. Mentiu contra o governo, processo em cima de você. É a maneira mais simples de lidar com isso”, afirma. Incitando a perseguição a jornalistas, Olavo diz que o processo judicial “é uma arma para você amarrar a mão do seu inimigo, não é para meter na cadeia. Se um jornalista tiver 20 ou 30 processos para se defender, ele tá lascado”, afirmou, citando como exemplo o repórter Caco Barcellos, da TV Globo, um dos mais premiados jornalistas investigativos do Brasil.

“Se tivesse, por exemplo, processado o Caco Barcellos quando ele inventou aquela mentira contra o Exército, centenas de jornalistas teriam ficado inibidos em seguir o exemplo dele. Algum milico processou? Não, não processou porque não tem ideia de como as coisas funcionam”.

Dilma

No início do vídeo, Olavo ainda diz que o tema “corrupção” foi usado para manipular os movimentos para “entregar a cabeça” da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). “Na época do impeachment da Dilma, nós tínhamos três milhões de pessoas nas ruas, todas voltadas contra o PT e aí só que faltava era uma liderança firme capaz de utilizar essa imensa força para derrubar o establishment corrupto. O pessoal não teve coragem de fazer isso. Ao contrário, foram lá trocar tudo pela cabeça da Dilma. Foram lá para a classe política e disseram: nós poupamos todos vocês se nos entregarem a Dilma. Quem fez isso foi o pessoal do MBL [Movimento Brasil Livre]”, disse o guru, atacando os antigos aliados.

Olavo criticou a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Lava Toga e saiu na defesa de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que é criticado por bolsonaristas por articular a derrubada da comissão depois que foi beneficiado por decisão do presidente do STF [Supremo Tribunal Federal], Dias Toffoli, para frear as investigações do caso Queiroz. “Esse negócio da CPI da Lava Toga é uma bobagem sem comum. Porque o Flávio Bolsonaro não apoiou a CPI da Lava Toga, ele virou um bandido, um criminoso. Existe uma elite política corrupta. Mas quem criticou essa campanha internacional contra o JB foi a elite política corrupta? Não, meu querido, foram os petistas e psolistas. Sobretudo jornalistas”, diz Olavo.

Publicado originalmente na revista "Fórum"

Fonte: SJPMG

domingo, 15 de setembro de 2019

Escritor Manoel Bomfim criminaliza herança da Família Real Portuguesa por corrupção no Brasil

“Somos uma nação ineducada, conduzida por um estado pervertido. Ineducada, a nação se anula; representada por um estado pervertido, a nação se degrada.” Manoel Bomfim (1868-1932)


Comecei a ler na sexta-feira, 13 de setembro de 2019, o livro “O Brasil Nação - Volume I”, de Manoel Bomfim (1868-1932), 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Fundação Cultural Darcy Ribeiro, 2013, 332 páginas, Coleção Biblioteca Básica Brasileira. O livro está disponível na Biblioteca Geral da Academia Feminina de Letras de Montes Claros, cujo endereço é Rua Justino Câmara, 114, Centro e atende de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h. São 442 obras de literatura em língua portuguesa mais 229 títulos em língua estrangeira: 171 títulos em língua francesa, 48 títulos em língua inglesa, seis títulos em língua espanhola e quatro títulos em língua italiana. Parte do acervo pertenceu à professora de Português e religiosa católica fervorosa, Rosita Belo Ribeiro da Cruz. 

Historiador, pedagogo e jornalista, Manoel Bomfim nasceu em 08 de agosto de 1868 em Aracaju, Sergipe. Formou-se em Medicina no Rio de Janeiro em 1890. Foi nomeado médico da Secretaria de Polícia em 1891. Casou-se com Natividade Aurora. Mudou-se para Mococa, São Paulo, para clinicar. Teve dois filhos: Aníbal e Maria. Maria faleceu com um ano e 10 meses. Manoel Bomfim abandonou a Medicina por não ter conseguido salvá-la. Retornou para o Rio de Janeiro onde se dedicou aos estudos sociais e à educação. 

Para ele, “o Brasil necessita de uma revolução. Uma reviravolta social que ponha o destino da nação nas mãos do povo, acabando com a eterna espoliação das riquezas nacionais por políticos corruptos e viciados por uma oligarquia egoísta que acumula capital explorando os trabalhadores. É preciso educar o povo, pois somente tendo acesso a uma educação formadora de pensamento crítico, os brasileiros ficarão conscientes de seus direitos civis e hão de lutar por eles. Não há República ou democracia efetiva sem povo educado. Educação não pode ser tão somente uma palavra-chave pronunciada por políticos em palanques, visando a votos. Precisa ser entendida em toda a sua profundidade e buscada como meta através de um programa reformador que dignifique a profissão de professor e acabe com a ignorância da massa oprimida”, esclarece Manoel Bomfim. 

Ele critica os governantes ao analisar a 1ª Grande Guerra Mundial (1914-1918). “Ora os profissionais dirigentes não têm outra capacidade se não essa mesma de manter o Estado nas formas arcaicas, que lhes permitem viver da posição privilegiada e exploradora em que se acham”. Possuem “mentalidades presas a uma tradição incompatível com a vida atual, fingiam a crença monstruosa de que a guerra, atualmente, pode ser escola de exaltação das virtudes sociais e morais”. 

Na nota-pé do livro, Manoel Bomfim comenta que “para a França, a virtude foi produzir a fome permanente de um povo inteiro, o russo, com o inexorável bloqueio a que levou os outros aliados. Para garantir os juros dos seus rentiers, fez sofrer fome, literalmente, a sábios de consagração universal, como Panlof e Manuchin, condenados a cultivar as batatas de que se nutriam, sem papel onde registrassem as descobertas com que continuam a enriquecer a ciência. Nessa política de desdouro, os sucessores dos homens de 1889 alimentaram, contra o governo socialista da Rússia, todas as facções reacionárias e tzaristas que ali se armaram. Já oficialmente reconhecidos pelo governo francês, eram, afirma Wells, verdadeiros salteadores, sem nenhum ideal”. 

Manoel Bomfim prossegue sua análise ao delinear as maneiras com que o Estado é sucateado por aproveitadores. “Agora, na miséria dessa liquidação das formas antiquadas, o que se vê é o assalto descarado ao Estado, para o uso de empresas financeiras, servidas pelo despotismo reles e grosseiro de velhos generais, ou de generais de fancaria, improvisados para o fim desse mesmo assalto”. Ele completa seu pensamento descrevendo a política ocidental. “Então, no Ocidente possuído por essa tradição política, com os dirigentes que se perpetuam, de tal sorte se dispõem os fatores sociais que, finalmente, o progresso se aproveita do mal, para a agravação da miséria de sempre”. 

A respeito do fim da 1ª Grande Guerra Mundial (1914-1918), Manoel Bomfim ressalta que, “para um mundo esfaimado, economicamente desorganizado, em lances de penúria por muitas partes, toda a produção e a respectiva distribuição, se fizeram estupidamente subordinadas aos balancetes das empresas geradoras de dividendos, empenhadas privativamente em produzir pelo menor preço possível para vender pelo mais caro, em quantidades cada vez mais copiosas, qualquer que seja a utilidade efetiva do produto”.    

À página 21, Bomfim expõe a relação entre opressores e oprimidos. “Acontece, porém, que se dentro da coletividade, uma classe se organiza para dominar o resto da nação, subordinando-a aos seus interesses, hão de repetir-se as exigências e exações, por parte da classe dominante, já antagônica com o perfeito desenvolvimento das outras gentes, que formam o povo propriamente dito”. O médico, historiador, pedagogo e jornalista permanece a analisar criticamente a classe dirigente brasileira à página 24. “E o milagre se repete, pois é milagre que subsista uma nação sugada, por dentro e por fora, retida, anulada em todos os seus bons impulsos, aviltada sempre pelos que a representam, feita na atividade má, e na ignomínia do trabalho escravo, devorada, em vez de ser dirigida e que, apesar de tudo, cresceu, e trabalhou, e produziu, num trabalho que deu para todos que a exploram”. 

Manoel Bonfim, à página 25, cita a independência do Brasil de 07 de setembro de 1922 como um fato infame. “Recebendo, em fatalidade de herança, o que de útil pudesse haver na alma portuguesa, o Brasil teve de herdar a tradição e as normas dos dirigentes dali; e a sorte de uma nação feita com a direção de tão mesquinhos governantes, teve de ser o fermentar de misérias, em que se resume a nossa vida nacional. O Brasil, dispensado de conquistar a sua independência, foi, por isso, levado a guardar a infâmia do Estado Português, e a degradação dos seus governantes”. 

Bomfim considera que a corrupção estatal é incurável no final do século XIX e início do século XX. “E o mal parece não ter cura. Por toda parte, o regime atual do Estado é, já o vimos, não só arbitrário e corruptor, mas egoísta, antieconômico, incoerente e injusto. Aqui, estes vícios essenciais se agravam na universal insuficiência, intelectual e moral, do mundo político, continuador direto dos fugidos de 1808, e que repetem, até hoje, a mentalidade e os intuitos com que aqueles aqui se acoitaram. Contemplemo-los: nos mais alevantados de inteligência, o pensamento é a pulhice literatada, indigesta, sem influxo de realidades, nem critérios de ciência; a vontade, mera avidez de apetites grosseiros, mesquinhos, ou o empenho de gloríolas, de popularidade, no fogaréu efêmero. E a nação, desamparada, vê passar, assim, as sucessivas gerações de governantes - sem fé, sem segurança de pensamento, sem relação de estímulo com as necessidades reais do país, sem possibilidade de concorrer para uma perpetuidade brasileira. Superficiais, vazios e desbriados, seriam mendigos, numa sociedade de verdadeira seleção humana”.  

A página 25 do livro “O Brasil Nação - Volume I”, de Manoel Bomfim (1868-1932) está repleta de análise crítica sobre o Brasil. “A obra que lhes sai das mãos, e que exigira união de espíritos, convergência de esforços, é, finalmente, o que se pode produzir numa cooperação tirada da falsidade, o interesse vil, a charlatanice, para a proteção da incompetência e desonestidade”. “Na realidade, monarquia ou república, o Brasil sempre foi a senzalaria anti-higiênica, de uma oligarquia degradada, ontem incompetente, servil hoje, podre e rapace, inepta e torpemente gozadora”, acrescenta Bomfim sem meias palavras e continua sua constatação sobre o período imperial e republicano. Tudo na página 25. 

“Da política, venha de onde vier, só se tem para nota o que é vileza, estupidez, sem-vergonhice, em tal forma que, apesar de tudo não pode haver, aqui, maior desgraça, para maior crime, que um levante de redenção política: toda a turbação de uma luta facciosa, com a permanência de reconhecida miséria dos homens. É a política eficaz, somente, para perpetuar o Brasil nas condições de ser dominado, entorpecido, devorado... pelos profissionais da governança”. 

POR João Renato Diniz Pinto

Cinquentenário da Rede Filhas de Jesus Obra Social Nossa Senhora de Fátima

POR Terezinha Campos

A Rede Filha de Jesus comemora 50 anos em Montes Claros! Precisamente, em 02 de fevereiro de 1969, esta obra começara bem pequena com quatro freiras, que aceitaram o desafio a convite do padre Henrique Munáiz Puig, o homem que pregou o Evangelho através também do desvelo ao próximo e aos mais carentes. Ali, sob o título de “Mulheres da Esperança”, elas iniciaram uma obra sob o slogan “Evangelizar Educando e Educar Evangelizando”. 

A obra teve o seu início com um clube de mães, onde mulheres tinham cursos de trabalhos manuais, corte e costura, e havia cursos para formação de pedreiros, carpinteiros, eletricistas e datilógrafos. Estas quatro mulheres empreenderam uma obra fantástica e sem precedentes com muita coragem e determinação com o apoio do padre Henrique e da sociedade montes-clarense. Havia ali assistência médica com postos de saúde, médicos e dentistas mantidos pelo Estado. 

A Rede Filhas de Jesus possui cinco grandes colégios em Belo Horizonte, Leopoldina, Bragança Paulista, Campinas e Mojumirim. São colégios particulares que sustentam a si mesmos e as obras sociais em Montes Claros, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Os colégios de Bragança Paulista, Campinas e Mojumirim são os mais antigos do Brasil. Em Picos, no Piauí, e em Feira de Santana, na Bahia, tem uma casa de formação pastoral. Também em Fortaleza, no Ceará, tem um trabalho de formação de leigos de preparação para a vida e trabalhos pastorais. Em Belo Horizonte, a Rede possui dois colégios, uma casa de reuniões espirituais, retiros, uma casa para freiras idosas, uma casa de formação de leigos a exemplo de Fortaleza e uma casa de postulantes, noviças e junioras. 

No Estado de Minas Gerais, Montes Claros, Leopoldina e Belo Horizonte têm colégios com ensino fundamental que atende especialmente a crianças carentes, assim também no Estado do Rio de Janeiro. A Rede Filhas de Jesus integra valores, missão e visão e, graças a estes programas, tem desenvolvido um trabalho consistente nos lugares onde se encontram. A Rede tem como objetivos os valores da fé em Jesus e adesão à sua mensagem, acolhida, alegria, cultura da justiça e da paz, solidariedade, diálogo e reciprocidade, discernimento, trabalho em equipe, motivação e estímulo, simplicidade e proximidade, sentido de Igreja e sustentabilidade; a missão da educação integral à luz dos valores do Evangelho, de crianças, adolescentes, jovens e adultos de todas as classes sociais, visando a formação de pessoas críticas, livres, solidárias, construtoras da paz, comprometidas com o diálogo entre fé e cultura e com a defesa da vida em suas diversas manifestações; e a visão de ser referência de instituição cristã de educação integral e inovadora que atua na construção de uma sociedade humana, justa, solidária e inclusiva, formando pessoas abertas à vida, comprometidas com valores éticos e com a natureza ecologicamente sustentável. 

São cinquenta anos em Montes Claros espargindo amor e luz. São mulheres assaz dedicadas sempre contando com colaboradores, alunos e famílias que ali se encontram num ministério de acolhimento, auxílio e serviço para glorificarem o nome de Deus e sem buscar nada em troca. São voluntárias mesmo, em toda extensão da palavra, tendo como único e exclusivo sentimento, o amor porque só o amor constrói a fé e a caridade, estas virtudes teologais com as quais elas alcançam o “Evangelizar Educando e Educar Evangelizando”. 

Parabéns, Filhas de Jesus! Honra ao Pai que um dia derramou o seu precioso sangue por vocês, por nós! 

Terezinha de Souza Campos e Neves, nome completo, Terezinha Campos, nome literário, nasceu em 18 de setembro de 1945, em Montes Claros-MG. Casou-se com José Luiz Neves em 06 de fevereiro de 1969. É professora aposentada e militou 40 anos no magistério, sendo 25 anos na rede estadual de ensino e 15 anos na rede particular. Tem quatro livros publicados e publicações em muitas antologias. É integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, da Real Academia de Letras de Porto Alegre/RS e da Academia Feminina de Letras de Montes Claros, onde ocupa a cadeira de número 25, cuja patrona é Clarice Baleeiro Guimarães Albuquerque. Gosta muito de escrever e não passa um dia sequer sem ler. 

Terezinha Campos é filha de Juvenal de Souza Campos e Maria Rosa Pereira. Sua formação inclui o Curso de Magistério no Ensino Médio e no Nível Superior, e o Curso de Letras. Tem artigos publicados em jornais da cidade e na revista “Mocidade”, da Casa Publicadora Brasileira Tatuí (SP). Possui quatro livros publicados: “Montes Claros Claros Montes”, “Nossa Terra Nossa Gente”, “A Viagem da Letra X” e “Onde estão os teus filhos?”. Publicou também em várias antologias do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, da Academia Feminina de Letras de Montes Claros (MG) e da Real Academia de Letras de Porto Alegre (RS). Tem uma coletânea de poesias que versam sobre o Amor de Deus, a Natureza, a Educação, pela qual ela é apaixonada, e a família. Tem alguns sonetos inspirados em Olavo Braz Guimarães Bilac, o poeta de sua infância.

Em 2019, a Rede Filhas de Jesus Obra Social Nossa Senhora de Fátima comemora 50 anos de atividades na área da educação integral infantil. Durante todo o ano estão acontecendo celebrações alusivas à data. Na sexta-feira (13/09), houve chá poético com a participação da comunidade educativa e depoimento de ex-alunos. No dia 1º de outubro, está marcada gincana envolvendo a comunidade educativa afim de arrecadar alimentos durante todo o mês. O dia 26 de outubro é o Dia “C”, ação global envolvendo a comunidade educativa com depoimentos de ex-alunos, moradores dos bairros do Grande Delfino Magalhães e parceiros, como a Drogaria Minas-Brasil e a Estratégia Saúde da Família (ESF). O dia 11 de novembro é o Dia do Bem com entrega das doações feitas às famílias carentes com participação da comunidade educativa. No dia 30 de novembro, acontecerá noite cultural. No dia 13 de dezembro, celebração de encerramento do cinquentenário. Acesse o site www.obramoc.com.br e conheça mais a Obra Social Nossa Senhora de Fátima. 







quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Jornalista lança nesta quinta-feira (12/09) livro sobre enriquecimento do ex-presidente FHC com agronegócio

O jornalista Alceu Luís Castilho lança nesta quinta-feira (12/09), a partir das 19h, na Casa Socialista (Praça Marielle Franco, 60, da Avenida Bernardo Monteiro, Bairro Floresta), o livro "O Protegido – Por que o País ignora as terras de FHC". Aprofundamento de reportagem publicada em julho de 2018 na revista "Carta Capital", o livro mostra como o ex-presidente e seus filhos enriqueceram como investidores do agronegócio, amparados pelo pecuarista Jovelino Mineiro. Além do lançamento nesta quinta-feira (12/09), o livro será tema de debate na sexta-feira (13/09), às 17h, na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Bairro Funcionários (Rua Paraíba, 697, Sala 200).

Alceu Castilho afirma que a imprensa é responsável pela blindagem de FHC perante a opinião pública. “Se a imprensa brasileira tivesse essa mesma história com o nome do Lula, ela publicaria ou não?”, pergunta o jornalista. Essa blindagem, segundo o autor, torna necessária a divulgação alternativa do livro. Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP), Alceu Luís Castilho trabalhou no jornal "O Estado de São Paulo" de 1994 a 2001. Atualmente é editor do site "De Olho nos Ruralistas – Observatório do agronegócio no Brasil", especializado em notícias, reportagens e vídeos sobre o poder político e econômico ruralista e os impactos sociais e ambientais desse modelo.

Ele é fundador e editor-executivo da Agência Repórter Social, pela qual obteve o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo e o Prêmio Andifes. Em 1999, venceu o Prêmio Fiat Allis de Jornalismo Econômico. É também Jornalista Amigo da Criança, título oferecido pela Agência de Notícias de Direitos da Infância (Andi) em 2007. Recentemente, Alceu Castilho publicou, juntamente com Leonardo Fuhrmann, uma série de reportagens sobre as fazendas da família do procurador da República, Deltan Dallagnol > Desmatamento, disputa por terras, desapropriação ilegal: o que está por trás dos latifúndios dos DallagnolO livro foi publicado pela editora Autonomia Literária e pelo observatório "De Olho nos Ruralistas".

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG)

Fenics começará mal com apoio a 1º Seminário de Inovação China-Brasil, que quer destruir cerrado norte-mineiro com mineração assassina

Movimentos sociais e sociedade civil divulgam carta em repúdio a projeto de mineração em Minas Gerais

Organizações sociais e representantes da sociedade civil divulgaram, nesta quarta-feira (11/09), carta em repúdio à exploração de minério de ferro no município de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. Empreendimento chinês que tenta estabelecer a exploração na região, causaria impacto à região onde estão presentes 11 comunidades geraizeiras. A carta é uma resposta à realização, no dia 12 de setembro, do Seminário de Inovação China-Brasil, financiado pela mineradora Sul Americana de Metais (SAM), empresa de controle chinês. Com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Leia abaixo a íntegra da carta. 



Zema, Fiemg e Sam Metais declaram guerra contra povos dos gerais e do semiárido mineiro

Nesta semana, em Montes Claros, durante a Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços (Fenics), no dia 12 de setembro, ocorrerá um seminário intitulado Seminário de Inovação China-Brasil.

O evento é financiado pela mineradora Sul Americana de Metais – SAM, empresa de controle Chinês, que quer explorar o minério de ferro no município de Grão Mogol-MG e exportá-lo sem agregação de valor para a China. Exploração de matéria-prima e mão-de-obra barata, deixando toda a destruição para a população que ali vive, mas também impactando severamente toda a região semiárida de Minas Gerais.

Um verdadeiro projeto de MORTE! A mineradora vai utilizar 54 milhões de metros cúbicos de água por ano numa região semiárida. Isso equivale ao dobro do consumo de toda a cidade de Montes Claros-MG em um ano. Pra levar a matéria-prima bruta para a China, querem construir um mineroduto que leve o minério e também a nossa água até o porto de Ilhéus, na Bahia.

Além disso, o projeto prevê a construção de duas barragens de rejeitos que somam 1,118 bilhões de metros cúbicos, a maior do Brasil! A barragem de Fundão, em Mariana, continha 54 milhões de metros cúbicos e matou 21 pessoas e todo o Rio Doce, chegando até o mar. A SAM tentou licenciar o projeto no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama e teve dois indeferimentos, pois o projeto é altamente insustentável.

Agora a SAM fragmentou o projeto e quer licenciar a mina através do Governo de Minas, pela Superintendência de Projetos Prioritários (Suppri) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a mesma que deu parecer favorável para a mina do Córrego do Feijão operar, que causou o crime da Vale em Brumadinho, deixando quase 300 mortos. A SAM tenta licenciar o mineroduto, que já teve licenciamento barrado, pelo Ibama através da empresa Lotus, também controlada pela SAM.

Caso o projeto seja aprovado, serão totalmente destruídas pelo menos 11 comunidades tradicionais geraizeiras em Grão Mogol, mas os impactos serão sentidos ao longo de toda a bacia do Rio Jequitinhonha e do Rio Pardo, caso consigam aprovar a operação da mina e do mineroduto. Cidades e municípios da região já convivem com o racionamento de água nos períodos de seca. Vamos entregar a água, a nossa maior riqueza, nas mãos de quem só visa o lucro e deixa a destruição?

A nossa Casa Comum está sendo destruída colocando em risco toda a sociedade. A Floresta Amazônica está em chamas. O Rio Doce já está morto. O Rio Paraopeba agoniza também. Agora querem matar o nosso Rio Jequitinhonha. Os movimentos sociais, pastorais e sindicais na região e as comunidades geraizeiras de Grão Mogol resistem a este projeto de destruição, em defesa do seu território tradicional, do Cerrado, das nossas águas e das nossas vidas!

Fiemg, Zema e deputados que apoiam essa insanidade são responsáveis por mais essa catástrofe anunciada!

Assinam esta carta

Comunidades do Território Tradicional Geraizeiro de Vale das Cancelas
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Conselho Pastoral de Pescadores e Pescadoras (CPP)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Cáritas Arquidiocesana de Montes Claros
Centro de Referência em Direitos Humanos – CRDH Norte
Frente Brasil Popular Norte de Minas
Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos – MTD
Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação – SindUTE
Levante Popular da Juventude de Montes Claros
Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais – Sindieletro
Sindicato dos Metalúrgicos de Montes Claros
Sindicato dos Tecelões de Montes Claros
Sindicato dos Servidores Municipais de Montes Claros
União da Juventude Socialista de Montes Claros – UJS
Sindicato dos Trabalhadores Rurais Assalariados e Agricultores Familiares de Montes Claros
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
ONG Ecos do Gorutuba
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha
Mandato Popular da Deputada Estadual Leninha
Mandato Popular da Deputada Estadual Beatriz Cerqueira
Articulação das CPTs do Cerrado

Atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros recomenda leitura do livro sobre Saluzinho

Saluzinho

POR Dário Teixeira Cotrim  

Esta é a verdadeira história do homem Saluzinho. Esta é a luta e martírio de um bravo sertanejo do Norte de Minas. Uma história que foi contada com parcialidade pelo Jornal Montes Claros, sob o comando do editor-proprietário Oswaldo Alves Antunes e, agora, desvendada pelo jornalista Leonardo Álvares da Silva Campos, no seu influente livro “Saluzinho: Luta e Martírio de um Bravo”. Nota-se que este é o papel do acadêmico do nosso Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, de trazer a lume a verdade dos fatos que valorizam a nossa história. Disse os editores da D’Placido Editora que este livro trata-se do “último homem valente do nosso sertão, em nossa história contemporânea, temido tanto pelos latifundiários quanto pela polícia. O personagem central, Saluzinho, fica, doravante, definitivamente imortalizado neste monumental trabalho do autor”. Hoje, o nome Saluzinho é um mito. Um verdadeiro herói que orgulha e envaidece o povo ordeiro de Montes Claros e região.

O trabalho de resgate do autor Leonardo Campos, em colecionar dezenas de reportagens, todas publicadas no extinto Diário de Montes Claros, para a composição do seu livro, certamente que lhe confere lições de dignidade e exemplos de perseverança na luta pela liberdade. Tudo isso ele deixa transparecer na sua publicação, com riqueza verbal, com elegância estilística e, sobretudo, com muito amor à arte de historiar fatos até então desconhecidos de uma grande parte da população. O seu trabalho literário tem o compromisso de resgatar a verdadeira versão sobre o caso Saluzinho, o “último anti-herói da história brasileira, tornando imorredoura a sua saga de não ter rendido ao latifundiário”. Portanto, o livro do acadêmico Leonardo Campos tem lugar garantido nas bibliotecas públicas e particulares de todo o país.

Por outro lado, o meliante Jerônimo – jagunço de Oswaldo Alves Antunes – (não aquele Jerônimo: o herói do Sertão de uma rádio novela da década de 1950) fazia o papel principal dos pistoleiros, homens preparados para matar a pedido de algum mandante influente na sociedade. O jagunço é sempre um homem perverso, traiçoeiro e covarde, agindo somente de tocaia sob a sombra maldita da impunidade com a proteção de pessoas influentes. Assim, no episódio de Saluzinho, o pistoleiro Jerônimo Mendes dos Santos, compartilhando o crime com o seu “coronel” enfatuado, escreveu uma página triste na história de Montes Claros. Nesse sentido a belíssima obra literária de Leonardo Campos esclarece com minúcias a sociologia dos conflitos agrários no Brasil. É uma obra de fôlego!

Já no final da narrativa, o leitor encontra no capítulo doze texto que traz uma entrevista com “Saluzinho por Saluzinho”. O prefaciador Jorge Silveira disse que Saluzinho “acabou virando personagem da mais formosa história de conflito de terras no Norte de Minas. Para muitos, um herói. Para outros, um simples bandido” e, finalmente ele completa: “Leiam o livro e tirem suas conclusões”. Parabéns, Leonardo Campos!

Dário Teixeira Cotrim é o atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros. Artigo publicado originalmente no jornal "Gazeta Norte-Mineira" em 11 de março de 2017

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Mostra Audiovisual dos Jornalistas de Minas tem novas datas

A 5ª Mostra Audiovisual dos Jornalistas (MAJ) de Minas tem novas datas: as exibições e oficinas serão nos dias 19 e 26 de outubro. A mostra é promovida pelo Cine Beto (Cineclube Carlos Alberto Soares de Freitas) em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG).

A MAJ já recebeu a inscrição de mais de 20 vídeos de jornalistas mineiros. Estão confirmadas as oficinas de documentário, crítica de cinema e fotografia. A organização da mostra trabalha para confirmar ainda nesta semana a oficina de edição e estuda a exibição de longas durante a semana da mostra com a participação dos diretores e produtores dos filmes.

O objetivo da MAJ é reunir e discutir a produção audiovisual dos jornalistas mineiros e dos estudantes de comunicação, uma vez que em função do uso de novas mídias nas redações, como nos portais de conteúdo, os jornalistas tiveram acrescida à sua rotina a produção de vídeos para além da televisão. Ao final das exibições, os participantes conversam sobre os vídeos apresentados e trocam experiências sobre a produção audiovisual.

Beto

Natural de Belo Horizonte, Carlos Alberto Soares de Freitas, conhecido como Beto e pelo codinome Breno, foi um militante comunista que fez parte da Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (Polop), do Comando de Libertação Nacional (Colina) e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Aos 31 anos, Beto foi preso no Rio de Janeiro no dia 15 de fevereiro de 1971, tendo sido assassinado na Casa da Morte, centro de tortura e homicídio da Ditadura Militar Brasileira (1964-1985), em Petrópolis (RJ). O cineclube homenageia Beto por seu compromisso com os humilhados, com uma sociedade igualitária e por sua generosidade e ternura, que, invariavelmente, emociona os companheiros que o levam consigo em suas lembranças.

Inscrições

As inscrições de vídeos para a exibição são gratuitas e podem ser feitas por meio do whatsapp 31 9 9811 4319 ou pelo e-mail cinebeto32@gmail.com. As oficinas terão uma taxa simbólica de R$ 15. Saiba mais por meio do instagram @cine_beto ou pelo facebook.com/CineBeto.

Fonte: SJPMG


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

País rico

Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.

Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, o os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…

Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se à construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.

Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:

-Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?

O governo responde:

– Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…

As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças, são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não tem cavalos, etc; etc.

– Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?

O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo acode logo:

- Não há verba; o governo não tem dinheiro

- E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.

O Brasil é um país rico…

Lima Barreto (1881-1922)
em “Marginália”
08 de maio de 1920

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Livro "Priapo de Ébano", de Amelina Chaves, desmascara hipocrisia da sociedade contemporânea

A escritora Amelina Fernandes Chaves, hoje com 87 anos, lançou na noite de 05 de março de 2008, no Automóvel Clube de Montes Claros, Norte de Minas Gerais, o seu décimo-primeiro livro: "Priapo de Ébano" pela Edições Cuatiara, de Belo Horizonte. A obra foi publicada em 2007 e indicada em 2019 para o Programa de Avaliação Seriada para Acesso ao Ensino Superior (Paes) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

No auge da maturidade, ela traz aos leitores as diversas faces do amor. Em "Priapo de Ébano", a autora faz uma viagem fascinante entre as várias formas de amar. Em contos eróticos, Amelina Chaves retrata a sexualidade humana, o mistério que envolve o desejo entre pessoas heterossexuais e homossexuais, quebrando barreiras e tabus. Como ela define, quem lê com certeza se identificará em alguma das estórias. Noticia o jornal "O Norte de Minas" na época do lançamento.

Com linguagem na primeira pessoa, em 92 páginas, a escritora leva ao público o primeiro livro que escreveu há 20 anos, mas que só agora teve coragem de revelar para o leitor: as maravilhas que o amor pode proporcionar. A apresentação do livro é de Dário Teixeira Cotrim, hoje presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros.

Nascida em 26 de outubro de 1931 do casamento da professora Antônia Fernandes da Silva e do ferroviário Antônio Clementino da Silva, na comunidade chamada Sapé, antiga Burarama, hoje Capitão Enéas, Amelina Fernandes Chaves está na cadeira de número 12 da Academia Feminina de Letras de Montes Claros que tem como patrona a educadora América Eleutério Nogueira. Dentre outras obras literárias, a escritora organizou e escreveu “Cai: cai tanajuras”, este aos 12 anos de idade, “O diário de um marginal”, “O andarilho do São Francisco” (1981), “Um Mineiro de Caratinga no Planalto” (1991), “Críticas e Autocríticas: opiniões selecionadas por Amelina Chaves sobre o livro ‘Um Mineiro de Caratinga no Planalto’” (1997), “Jagunços e Coronéis” (1997), “O Eclético Darcy Ribeiro” (1999), “João Chaves: Eterna Lembrança” (2001), “Priapo de Ébano” (2007), “O Rancho da Lua” (2009), “O Livro Proibido” (2009), “Hermes de Paula: Passado e Presente” (2010), “Baltazar e Sua Boa Sorte” (2010), “Poemas da Solidão” (2012), “Téo Azevedo: Catrumano 70” (2013), “O Flagelado” (2014), “Os Olhos da Noite” (2016), "O Retrato do Prazer" (2018) e "O país dos meus sonhos" (2019).

Ela ainda é autora do livro-romance “O câncer da vingança”, “As Carpideiras” (contos regionais), “Folclore: quitute e amor” (receitas), “Cristo no Ano Dois Mil” (crônicas), dos infantis “Ventania, o cachorrinho sonhador”, “O menino que sonhava com as estrelas”, “A Revolta das Frutas”, “A bruxa que não gostava de escola” e “Mimi - A boneca de pano” (2013), além de ter produzido o ensaio “Teatro brasileiro e sua contribuição para a nossa cultura” e as peças de teatro “Retrato de uma época”, “O menino que virou saci” e “Mais uma Maria”. Compôs músicas, uma delas classificadas no primeiro festival da canção da Fundação Norte-Mineira do Ensino Superior (Funm), hoje Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

Tem o título de embaixatriz da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel, Bahia. Integra a Comissão Mineira do Folclore e a Academia Anapolina de Filosofia e Letras, Goiás. Amelina Fernandes Chaves nasceu em uma pequena vila chamada Sapé, na época, município do antigo Brejo das Almas, hoje Francisco Sá. Ela dedicou toda a sua vida à arte e à cultura na luta pela preservação das raízes regionais. É artesã com várias exposições. Sua bruxas de pano já mereceram destaque no cenário do programa “Som Brasil”, então na Rede Globo de Televisão e hoje na TV Cultura de São Paulo/SP. É escritora por vocação.

Todos os temas escolhidos pela escritora Amelina Chaves são reais e humanos. Os assuntos abrangem o realismo fantástico em uma busca da valorização do ser humano em contraposição ao acúmulo de bens materiais intensificados pela alienação da sociedade de consumo. Integra também a Academia Montes-Clarense de Letras e várias outras academias de mais de 16 estados brasileiros. Já foi presidente da Sociedade Norte-Mineira de Artesãos e da Associação dos Repentistas e Poetas Populares.

Mulher simples, mãe de 15 filhos, ela cria o milagre do tempo dentro das atividades que desenvolve. Viaja por todo o Brasil e promove o seu trabalho que vem de longe movido pela persistência e luta em torno da cultura popular. Amelina Chaves é vencedora de vários concursos literários com prêmios em poesias, contos, músicas, teatros. Destaca o prêmio “Paschoal Rangel” com o conto “Cristo e a Prostituta”, em Carangola/MG. Recebeu os prêmios da cidade de Araguari/MG com a poesia “O Herege”, do jornal “Saga” de São Paulo com o conto “Botinas Blindadas”, e da cidade de Patos de Minas com o poema “A Cor da Escuridão”.

Ela participou das coletâneas “Escritores do Brasil” e “Poetas do Brasil”, organizada por Aparício Fernandes, do Rio de Janeiro/RJ, e da “A Praça é do Povo”, organizada por Joaquim Borges, de Uberaba-MG. É quase impossível enumerar todos os trabalhos e participações da escritora Amelina Chaves, que também é colaboradora de periódicos de Montes Claros-MG.

Serviço

Idealizada pela Academia Feminina de Letras de Montes Claros e com o apoio da Drogaria Minas-Brasil, a Biblioteca do Autor Montes-Clarense "Maria das Mercês Paixão Guedes" disponibiliza para a venda por R$ 30 o exemplar o livro "Priapo de Ébano", contos eróticos da escritora norte-mineira Amelina Fernandes Chaves, de 87 anos. A obra foi publicada em 2007 e indicada em 2019 para o Programa de Avaliação Seriada para Acesso ao Ensino Superior (Paes) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A Biblioteca do Autor Montes-Clarense tem sede à Rua Padre Augusto, 183, quarto andar, Centro de MOC-MG (Prédio da Drogaria Minas-Brasil Manipulação). Funciona de segunda a sexta-feira, das 14 às 18h.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Hino da Internacional Comunista

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, oh produtores!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum!

Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo quer só o que é seu!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional


23/01/2019 - Foto de ato em defesa de Maduro hoje em Caracas. Claro que nos jornais só vai ter foto dos atos contra ele e as mesmas mentiras de sempre para tentar derrubar um governo verdadeiramente de esquerda

ESCONDE, ESCONDE? VAMOS AJUDAR A CONTAR? 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...

ESCONDE, ESCONDE? VAMOS AJUDAR A CONTAR? 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...
Não, seu moço! É reza! Reza é que salva da loucura! (João Guimarães Rosa). Melhor orar então!!!, pois, a religião é o suspiro do ser humano oprimido (Karl Marx), resultado de situações sem coração, sem espírito. E quando ele não tiver mais este refúgio, pode explodir, às vezes, literalmente, diante do caos social contemporâneo.

PALAVRAS FORMADORAS

Paulo Alves de Souza, 70 anos, educando da Experiência das 40 Horas de Angicos (RN), conta, emocionado:

Naquela época aqui era só mato. Depois do trabalho a gente seguia para a aula com o caderninho debaixo do braço. Aquilo mudou muito a minha vida, porque quando a gente não sabe ler, não participa de nada, a gente não é ninguém.

Panela vazia

"As pessoas choravam quando o viam. A chegada do Papa transformava (pelo menos por algum tempo) seu desespero e apatia. Na Bolívia, um mineiro de pele trigueira subiu na plataforma papal e berrou emocionado: - Obrigado, Santo Padre, por aceitar a teologia da libertação. Obrigado por sua encíclica sobre o trabalho. Eles estão fechando as minas. Ajude-nos porque queremos que elas sejam abertas de novo. Estamos com fome, não temos pão. Que João Paulo II tivesse condenado a teologia da libertação era quase irrelevante quando, pelo mundo todo, milhões de telespectadores podiam ouvir o grito do campesino e ver uma mulher boliviana mostrando ao Pontífice sua panela vazia."

Livro "Sua Santidade João Paulo II e a história oculta de nosso tempo", de Carl Bernstein e Marco Politi, Editora Objetiva, terceira edição, 1996

Teoria e Prática

É espaço do sagrado

A sociedade cala!!! O corpo fala!!!

ÍNDIO

“O cabelo preto e liso, a cor da sua pele, o nariz chato, os olhos amendoados são traços que podemos reconhecer em muitos rostos ‘tipicamente brasileiros’. O que restou de sua religião ainda pode ser encontrado em rituais que herdamos dos escravos africanos. A extrema sensibilidade e o orgulho do índio ainda transparecem na alma brasileira: a facilidade de se sentir magoado ou ofendido e a enorme dificuldade de perdoar, resultando numa grande cautela no relacionamento interpessoal, a fim de evitar conflitos. Dizer coisas rasgadas e abertamente não é francamente o estilo brasileiro” (STRIK, Brasilhoeve, Holanda, 2009, p. 56, in: “Morrer para viver: a luta de Tito de Alencar Lima contra a Ditadura Brasileira”)

Produção

Sentar-se para produzir livros, que é coisa fácil, é impossível quando se é consumido pela intraquilidade e ansiedade e não há tempo para a tarefa mais difícil de todas, que é produzir homens

Martí, 1953, VI, p. 854


Prosperidade

Nossa vida não se assemelha à sua. A sensibilidade entre nós é muito veemente. A inteligência é menos positiva, os costumes são mais puros. Como, com leis iguais, iremos reger povos diferentes? As leis americanas deram ao Norte alto grau de prosperidade e o elevaram ao mais alto grau de corrupção (...) Maldita seja a prosperidade a tanto custo!

José Martí